Ziggy Marley participa de música com Natiruts e fala sobre trabalho na quarentena e amor por futebol
20/01/2021 17:04 em Música

Em entrevista, cantor diz que parcerias aumentaram durante pandemia e comenta 'América Vibra', lançada nesta quarta-feira (20) pela banda: 'É uma conexão natural com o Brasil'.

Durante a quarentena da Covid-19, o cantor Ziggy Marley se manteve ocupado. Mesmo com um disco novo em setembro, "More family time", o filho mais velho de Bob Marley continuou trabalhando – prova disso é sua participação em "América vibra", nova música da banda brasileira Natiruts já lançada.

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A parceria aconteceu de forma muito simples. Ziggy conta que o convite aconteceu após o começo das medidas de isolamento.

Como já conhecia um pouco do som do grupo de Brasília, bastou que lhe mostrassem a parte pronta da canção para aceitar.

"Meu amor pelo reggae e pelo Brasil é antigo. É uma conexão natural com o Brasil, sabe? E com a vibração do Natiruts e a mensagem da música", diz em conversa por chamada de vídeo o filho mais premiado – são oito estatuetas do Grammy na carreira – da lenda do gênero.

O cantor de 52 anos escreveu os próprios versos na canção sobre união entre povos americanos. Parte de um projeto de inéditas dos brasileiros, a música é cantada em inglês, português e espanhol (graças à participação da atriz mexicana Yalitza Aparício, indicada ao Oscar por "Roma").

Conhecido por sempre buscar novos sons e gêneros – no álbum mais recente, "More family time", Ziggy brinca com músicas infantis e participações de nomes como Alanis Morrissette e Sheryl Crow – para seu trabalho, ele acredita que "América vibra" é uma canção moderna.

 "Toda vez que alguém toca uma música, Natiruts ou seja quem for, o ritmo e a expressão musical vêm do passado, mas estamos aqui a expressando hoje. E isso também é parte do que você ouve."

Tudo em seu tempo

Ziggy vê na quarentena um momento difícil, mas também de oportunidades. "Estou fazendo de tudo. Jogando games, futebol, escrevendo, fazendo café da manhã, recolhendo cocô de cachorro, de tudo", conta o cantor, entre risadas.

Apesar de não poder fazer shows normais, ele chegou a se apresentar em formato de drive-in e curtiu a experiência.

"É uma pandemia, mas eu estou fazendo tantas colaborações com tantos artistas diferentes. É muito estranho. Tipo, tudo acontece a seu tempo. Como eu estou fazendo essa música com o Natiruts, e não fiz tipo..."

"É como se tivesse muita busca por outras pessoas agora. E agora é a hora para nos procurarmos ainda mais do que fazíamos antes, por causa da situação em que estamos. Tem muitas conexões rolando que provavelmente não aconteceriam se não estivéssemos na situação em que estamos agora."

Desde pequeno

A última passagem de Ziggy no Brasil aconteceu em 2013, quando realizou cinco shows pelo país. Ele diz que a ausência acontece por falta de convites, não de vontade – e aponta o amor pelo futebol como grande motivador.

"Estou sempre disposto a ir ao Brasil, cara. Nós amamos o Brasil, nós amamos o futebol brasileiro desde antes de ir ao Brasil. Futebol já explica meu amor ao Brasil, ok? Pelé, Zico, Ronaldinho, Sócrates. Desde que sou pequeno, sabe", afirma o cantor, com um sorriso permanente no rosto.

"O Brasil já era meu favorito, sabe. Então, eu fico animado. Toda vez que vou ao Brasil eu fico com aquele sentimento bonito de: 'Eu estou no Brasil. Vamos jogar uma bola, fazer uma música'."

 

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